Trabalho que ajuda a família ou exploração disfarçada? A precarização que destrói a juventude do Recife

Trabalho que ajuda a família ou exploração disfarçada? A precarização que destrói a juventude do Recife

Trabalho que ajuda a família ou exploração disfarçada? A precarização que destrói a juventude do Recife

O Recife não pode continuar vendo jovens de baixa renda serem empurrados para o trabalho informal, precário ou, pior, para o trabalho infantil. É por isso que o Projeto de Lei 151/2021, de autoria do vereador Rinaldo Junior, é urgente, necessário e não pode cair no esquecimento.

Trabalhar, quando ajuda a família ou é necessário para a renda, não é o problema. O problema é a precarização: jornadas exaustivas, peso excessivo, falta de registro, zero garantias e risco permanente. Um exemplo concreto e comum no Recife são os jovens entregadores de água mineral e gás. Muitos carregam botijões e galões o dia inteiro, sem contrato, sem proteção, vulneráveis a assaltos para roubar o dinheiro das entregas, a acidentes no trânsito e à exposição de entrar em casas de clientes sem nenhuma segurança. Isso não é oportunidade. É exploração.

O PLO cria o selo Empresa Amiga da Juventude do Recife. Empresas que contratam como Jovem Aprendiz adolescentes e jovens de 14 a 24 anos — prioritariamente de famílias cadastradas em programas sociais e estudantes de escola pública ou com bolsa integral — passam a receber um reconhecimento oficial. Não é só um selo de marketing. É uma ferramenta concreta para abrir a porta do primeiro emprego formal, com direitos, segurança, respeito à saúde e dignidade, tirando esses jovens do risco da exploração.

Aprovado por unanimidade na Câmara em 2021, o projeto nasceu da escuta direta da juventude e em parceria com a Secretaria de Juventude. Rinaldo Junior, com sua origem sindical e trajetória de defesa dos trabalhadores, entendeu que combater o trabalho infantil e a precarização não se faz só com fiscalização. Se faz oferecendo alternativa real: aprendizagem e trabalho digno para quem mais precisa.

Enquanto muitos empresários ainda exigem “experiência” de quem nunca teve chance, Rinaldo empurrou uma política que inverte essa lógica. E não desiste. Continua cobrando, de forma firme e pública, que o projeto saia do papel, seja devidamente sancionado, regulamentado e implantado pela Prefeitura. Essa cobrança faz parte da fiscalização do seu mandato. Um projeto de proteção à juventude e de combate ao trabalho precário e infantil não pode ficar esquecido em gaveta.

Essa é a luta de Rinaldo Junior: não apenas denunciar a exploração, mas construir e exigir que os instrumentos que a combatam na origem virem realidade — dando emprego formal, renda e dignidade à juventude recifense.