Porteiro não é só “quem abre o portão”. É quem coloca o corpo na frente do risco todos os dias.
Enquanto muita gente trata a portaria como um serviço simples de controle de acesso, a realidade é bem mais dura. O porteiro é o primeiro a enfrentar o assaltante disfarçado de entregador. É o primeiro a intervir numa briga entre moradores. É quem está sozinho de madrugada quando o crime decide entrar. E, muitas vezes, é quem paga com a própria vida.
Os casos se repetem pelo Brasil:
- Porteiro morto a tiros ao chegar para trabalhar.
- Porteiro assassinado por ladrão que fingia ser entregador.
- Porteiro esfaqueado em frente ao condomínio depois de discussão.
- Funcionário baleado em desentendimento dentro do próprio local de trabalho.
Essas histórias não são exceção. São o retrato de uma categoria que vive exposta à violência sem o reconhecimento legal correspondente. Hoje, o adicional de periculosidade (aquele 30% a mais no salário) não é automático para o porteiro. A lei e grande parte da jurisprudência ainda tratam a função como se o risco fosse eventual. Só que, na prática, o risco é permanente.
É exatamente aqui que entra a diferença de quem realmente conhece a categoria.
Rinaldo Junior não chega com promessa genérica de “melhoria para o trabalhador”. Ele chega com uma pauta concreta e necessária: transformar em lei o direito ao adicional de periculosidade para porteiros e trabalhadores de condomínio.
Não é discurso de palanque. É resposta direta a uma realidade que as famílias dos porteiros conhecem de perto: o medo de o marido, o pai ou o filho não voltar do plantão. É o reconhecimento de que quem fica na portaria não está apenas “olhando câmera”. Está exposto a assalto, a agressão e a situações de violência que podem terminar em morte.
Enquanto muitos candidatos falam em “valorização” de forma vaga, Rinaldo Junior aponta o caminho objetivo: mudar a legislação para que o risco real enfrentado por essa categoria deixe de ser ignorado. Porque dignidade no trabalho também se mede pela proteção que a lei oferece a quem coloca a vida em risco para garantir a segurança dos outros.
O porteiro não precisa de mais uma promessa eleitoral.
Precisa de reconhecimento legal do perigo que corre todos os dias.
E é isso que Rinaldo Junior se compromete a levar para Brasília.
