Compaz em Santo Amaro: a obra que o bairro espera e que Rinaldo Junior quer destravar em Brasília
O Compaz — Centro Comunitário da Paz — é a “Fábrica de Cidadania” do Recife. Inspirado nas Bibliotecas Parque de Medellín e reconhecido pela ONU, o equipamento junta no mesmo espaço o que a periferia quase nunca recebe de uma vez: esporte, cultura, biblioteca, assistência social, orientação jurídica, Procon, capacitação para o trabalho e mediação de conflitos. Estudos da UFPE apontam queda de criminalidade no raio de cerca de um quilômetro das unidades. Crianças e jovens ganham alternativa em três turnos. Gestantes e a primeira infância encontram acolhimento. O bairro deixa de depender só da delegacia ou de escola lotada para ter política pública de qualidade.
A Rede Compaz já chegou a Alto Santa Terezinha, Cordeiro, Caxangá, Ilha Joana Bezerra, Ibura e Pina. Santo Amaro ficou de fora — apesar de estar no mapa da ideia desde o início da década de 2010, quando o próprio desenho da política apontava o bairro, ao lado de Ibura e Coque, como prioridade por violência e vulnerabilidade.
Em fevereiro de 2025, o vereador Rinaldo Junior protocolou o Requerimento nº 332/2025 pedindo a construção do Compaz em Santo Amaro e indicando a Vila Naval, área da União. A Câmara aprovou. Não foi conversa de palanque: foi pedido formal, com terreno apontado e argumento claro — cidadania no território, não especulação sobre terra pública.
Como deputado federal, Rinaldo Junior passa a atuar exatamente no ponto em que o requerimento municipal não alcança sozinho. A União precisa ceder o imóvel para uso social. É preciso emenda e recurso de programa federal para a obra. É preciso cobrar Estado e Prefeitura para o equipamento entrar de fato na fila de execução. Sem terra, dinheiro e cronograma conjunto, Santo Amaro continua só no papel.
Rinaldo Junior mantém atuação contínua em Santo Amaro e diálogo com moradores e associações do bairro. Ao longo do mandato na Câmara, articulou benfeitorias na região junto ao então prefeito João Campos e ao atual prefeito Victor Marques. O passo seguinte, na Câmara dos Deputados, é articular cessão de área da União, recurso federal e cronograma com Estado e município para que o Compaz de Santo Amaro deixe o papel e vire obra.
